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Ele foi o primeiro brasileiro a entrar na Y combinator. Depois [música] foi investido pelo naval Ravicant, que depois entrou na YC pela segunda vez. Jo, fundou a [música] Gli que passou na YC, depois fundou a Origin, que virou uma das maiores empresas serviços financeiros dos Estados Unidos. E agora ele fundou a Mesmer, que voltou [música] para YC e vendeu seis dígitos de dólar em AR na primeira semana de venda. [música] Hoje a gente falou sobre como achar com calma, como manter o casamento de pé [música] quando a startup tá pegando fogo, como manter a sanidade mental quando tá tudo indo pro [ __ ] Hoje o [música] episódio é sobre o que ninguém te fala sobre construir uma estata, o lado humano. [música] Muito bom dia, boa tarde ou boa noite, senhoras e senhores. Está começando mais um Off the Grid, o seu show favorito de startups empreendedorismo com seus founders favoritos. Eu sou o Lucas Bidencur. >> Eu sou o Edu Belote. E hoje a gente tá com o cara que foi o primeiro brasileiro a ser acelerado pela YC. João, se apresenta aí pra rapaziada. Bom, pô, obrigado pela pelo convite, muito feliz de estar aqui. Eh, bom, meu nome é João, eu sou empreendedor há muito tempo, desde que mudou por gente, fundei três empresas, inclusive a GL, foi minha primeira empresa junto com o Roberto, grande amigo meu. a gente acabou virando a primeira empresa brasileira a passar primeira empresa latino-americana, na verdade, a passar pelo Yulinator lá atrás 2013. Tô ficando velho, fundei uma outra empresa depois disso que foi a Origin, que talvez seja hoje o principal de gestão financeira nos Estados Unidos. E hoje comecei esse ano a minha terceira empresa que é a Mesmer, eh, onde a gente também fez o Wic Mineiro de novo agora no meio do ano no BCH primavera. >> E agora você tá na Alemanha, né? Eu tô em Berlim. Tô em Berlim a alguns milhares de quilômetros de vocês. >> Tá mais perto Edu. >> É, eu tô aqui em Madrid. É perto, razoavelmente perto, >> perto, perto. >> Cara, uma pergunta aqui. Vai lá, vai lá, vai lá. Lucas, >> que que fez, já que você estão falando de geolocalização aí, cara? Vocês saíram da YC, foram direto para Berlim. Você já tava em Berlim antes? Como é que foi essa história? Eu já tava em Berlin antes, mas essa não era a decisão que a gente tinha antes, Lucas. Eh, a gente começou a mesma remoto por uma série de motivos e o que acabou acontecendo era o que a gente já imaginava que ia acontecer, que no momento que a gente tivesse a experiência de estar todo mundo na mesma sala, muitas, muitas, muitas horas por dia, s dias por semana, a gente percebeu um impacto na produtividade. Eu acho que foi até maior do que o que a gente imaginava. E enfim, eu tenho vários efeitos como empreendedor, mas tô tentando fugir da realidade. E a gente teve, a gente conversou sobre isso, entendeu que isso era a prioridade, maximizar o o quanto rápido, quão rápido a gente conseguia se mover. E mais importante do que isso, quão rápido a gente conseguia se mover na direção certa. E a gente percebeu que estar presencial seria fundamental. E aí a gente conversou sobre várias cidades e acabou que que a gente escolheu o Berlim, mas o fato de eu estar aqui antes era só um um bonus points. A gente considerou várias outras possibilidades que envolveriam todos nós mudarmos ao mesmo tempo. >> Mas aí chegaram tipo aí para São Francisco, fazer o IC, todo mundo junto lá. Claro. >> E aí que a magia aconteceu? >> Ficou foi foi foi. A gente ficou lá de abril a julho. Eh, foi incrível, foi muito legal, muito intenso. Eh, e aí depois a gente tá agora nesse período de trazer todo mundo para cá. Tava todo mundo para cá agora esse mês. Agora a gente tá tendo que ficar híbrido enquanto a gente resolve imigração, mas vai est todo mundo aqui em alguns meses. Boa Herada. >> Mas por que Berlim? Cara, eu vi que você comentou no LinkedIn um dia desses, mas eu queria >> Uhum. entender de você, tipo, cara, com tanta cidade, podia ficar no Brasil, podia ir paraos Estados Unidos, Europa, [ __ ] tem outros lugares da onde veio o Berlim. >> É uma excelente pergunta do Eu acho que a pergunta mais importante do que essa, por não São Francisco? Eh, sim, >> eu acho que qualquer cidade fora do vale é um downgrade, é uma perda significativa e acho que qualquer founder que não reconhece isso, eh, tá de certa forma fugindo do dos fatos. eh é muito mais difícil fazer uma empresa gigante fora do ecossistema de de São Francisco. Eh, pra gente não era uma possibilidade por a gente não tem mais 20 e poucos anos, todos nós temos famílias e imigração acabou virando um problema nesse contexto. E além disso, a gente construiu uma rede, né? A gente não tem mais 20 e poucos anos. A gente trabalhou com muitas pessoas nessa jornada, pessoas com quem eu adoraria trabalhar de novo. E mesmo que a gente conseguisse resolver a nossa situação imigratória, essas pessoas provavelmente não conseguiriam emigrar para os Estados Unidos. Então a gente tava olhando para um cenário que a gente teria que ser remoto ou híbrido desde o começo e a gente queria otimizar para estar todo mundo no mesmo lugar. Por que não o Brasil? Acho que é uma outra pergunta. Eh, o grande motivo para isso é que a gente também teve a oportunidade de trabalhar com muitas pessoas, muitos não brasileiros nesses nesses 15, 20 anos de carreira. E infelizmente, mas é um fato, é muito difícil você atrair pessoas fora do Brasil para se mudarem pro Brasil por trabalho. >> Mas por quê? Violência, ser muito longe, língua. >> Eu acho que é um mix de todas essas coisas. Acho que cada caso é um caso, né? Mas acho que tem, se você for fazer a empresa no Brasil, você vai acabar tendo que ficar em São Paulo. Tem muitas pessoas mesmo no Brasil que tem um ranço gigantesco em São Paulo. Eu particularmente amo São Paulo. Amei, morei muitos anos lá. Eh, vai ser difícil até muitas vezes conseguir os brasileiros fazer com que todos eles topem o o desafio, né, que é morar numa cidade que tem 30 milhões de habitantes. >> Eh, e eu acho que para um estrangeiro ainda é mais difícil, né? É mais difícil ainda você convencer do pacote. Eu acho que o Brasil tem vários pontos positivos. Tem muita gente muito boa no Brasil. Eu trabalhei com centenas de brasileiros na minha carreira e as minhas experiências foram todas muito positivas majoritariamente. O, mas é difícil você trazer, por exemplo, o francês eh para morar em São Paulo ou trazer um inglês para morar em São Paulo, trazer um americano para morar em São Paulo, enquanto que uma mudança para um um outro país eh desenvolvido, entre aspas, acaba sendo um salto bem mais curto e e a gente queria tirar vantagem disso também. Mas bele, ainda falta Europa. Como é que chegou em Berlim? [risadas] >> É, é. Aí é uma escolha. Aí era uma, a gente fez uma matrix e foi olhando pras coisas que eram importantes pra gente, mas a gente queria uma cidade que fosse grande suficiente para sustentar uma uma equipe grande, né, que tivesse um um talento bo ali, uma base de talentos que a gente pudesse contratar. A gente queria uma cidade que atraísse pessoas. Eh, então, ser uma cidade jovem que falasse inglês, eh, que tivesse um ecossistema de start-ups, mas também de outras coisas que fossem atrativas para as pessoas que a gente quer trazer, era fundamental. E aí a gente acabou ficando entre Londres, Paris e Berlim. Eh, Londres tinha desafios migratórios, então ela acabou caindo e a gente ficou entre Paris e Berlim. também acho que foi uma escolha de Sofia por principal motivo. Acho que Paris tem uma certa resistência maior ao inglês. E bom, eu moro aqui há três anos, eu não falo nada em alemão, acho que não dá para esperar que as outras pessoas que trabalhem na Mesmer aprendam. Então a gente acabou escolhendo Berlim, mas honestamente entre essas três assim era uma escolha bem mais difícil e eu consigo imaginar uma realidade que a gente tá super feliz em Londres ou que as coisas em Paris funcionam. Acho que é bem pari e ainda assim é um dowrade em relação ao São Francisco. Acho que é a gente não tá se enganando sobre isso e a gente tem uma série de coisas que a gente faz para manter essa ponte funcionando. >> Outro gancho que eu queria pegar aí nesse mesmo assunto é, cara, você falou sobre a diferença de trabalhar remoto e presencial. >> E por que que presencial no começo é tão importante? Eu queria que você falasse um pouquinho mais sobre isso, o que que levou vocês a fazerem questão de estarem presencial, né? >> Cara, Lucas, eu tive essas duas experiências, né? O a minha primeira empresa Gli a gente era 100% presencial no Rio de Janeiro. Eh, e a gente tinha o escritório, eu morei no escritório Gênesis, né, >> cara? A gente conversou no Gênesis, na da PUC ali do na frente do, eu nem sei se tem mais o China papito ali. Eh, [risadas] o China sobreviveu. O Gênesis parece que vai ser demolido, mas o China sobreviveu, >> cara. [risadas] Mas o Gênesis está para ser demolido desde que a gente estava lá, que ia ter a fam gerada estação de metrô da G. É, então agora voltaram as obras. Olha como é que o tempo fica parado no Rio de Janeiro. >> É [risadas] isso, é isso. É o Vortrtex do Rio de Janeiro. Mas a gente começou no Gênesis, depois a gente foi pro Recominator, aí a gente foi para na época não era nem São Francisco, era malta em Vio e na sequência a gente teve o escritório de Jorge Botânico, depois a gente teve o escritório em Botafogo. Eh, e era muito, muito bom o presencial. Eh, e eu acho que essa disputa de remoto e presencial acabou uma coisa meio religiosa, né? Tipo, tem as pessoas que querem o remoto muitas vezes e elas falam: "Não, o remoto super funciona, é só você que não sabe fazer". >> E a galera do presencial fica falando: "Não, a galera que trabalha remoto não quer nada com nada". E aí eu tive a experiência do remoto na minha segunda empresa, a Fósceps, eh, a gente começou a origem presencial, eh, eu tava em São Francisco, depois a gente começou a montar um time de engenharia, esse time acabou sendo construído em São Paulo e aí eu pagava o pato, eu tinha que ficar indo e voltando, mês sim, mês não, entre São Francisco e São Paulo. E aí 2020 aconteceu, eh, a gente tinha acabado de levantar o nosso Series A, a pandemia aconteceu, eh, e aí enfim, passamos por tudo aquilo que todas as empresas naquele momento passaram até eventualmente ficar 100% remoto. E o remoto funcionou muito bem pra ordem. >> Vocês tinham quanto de funcionário nessa época? >> Cara, quando a pandemia começou, eu acho que a gente tinha 15 alguma coisa assim, era bem pequenininho. A gente tinha acabado de mudar uma galera para São Paulo. >> Uhum. Era tipo a primeira semana do nosso primeiro step engineer, ele tinha entrado no apartamento e a gente mandou uma mensagem para ele do tipo, não venha pro escritório. Eh, foi o caos. Sim, foi o caos. E a gente tava triplicando de tamanho, sei lá, em dois meses e >> e tendo que lidar com isso e não entendendo quando que ia voltar. Enfim, foi, >> acho que todo mundo passou por aquilo meio que a cada dia você tinha uma informação nova e tinha que entender como lidar com aquilo. Funcionou muito bem pra gente. A gente cresceu muito na pandemia. Eh, e sim. óbvio, tem os seus gargalos. A gente foi aprendendo a lidar com remoto, a gente foi aprendendo a lidar com documentação. A gente depois que a pandemia começou a acalmar, a gente passou a fazer uma série de upsites, mas até hoje, enfim, eu não tô não tô mais na Já tem algum tempo, mas a ORG sai remoto até hoje e funciona super bem. Então eu acho que os dois modelos podem funcionar com certeza. Mas no e vi, né, tive a oportunidade de trabalhar nesses dois modelos funcionando, tanto no quanto na ordem, mas eu acho que eles têm tradeoffs e tem coisas que funcionam melhor em um, coisas que funcionam melhor em outro. E aqui na Mesmer foi engraçado porque a gente teve os dois também. E no primeiro trimestre foi muito claro para mim que a gente era bem mais produtivo individualmente. Então, sei lá, a quantidade de reuniões que eu conseguia fazer por dia com potenciais clientes ou com design partners ou com pessoas com quem eu pudesse aprender, a velocidade com que meus cofounders estavam escrevendo código, chipando coisas de produção, era maior do que é hoje, mas a gente muitas vezes acabava trabalhando na coisa errada e demorava dois, três dias pra gente reconhecer que isso era um problema. levantar a mão e ter a conversa e redirecionar. E hoje no presencial a gente se interrompe para caramba, mas a vantagem é que duas vezes por dia a gente senta e a gente discute o que a gente tá fazendo e a gente traz informação nova que a gente aprendeu com o cliente, com com um parceiro, com alguma coisa e a gente muda a direção muito rápido. Eh, isso tem um custo muito baixo. Eh, e acho que nesse estágio que a gente tá hoje, eu acho que a gente vai ficar nesse estágio durante algum tempo, esse é a é a métrica que a gente deveria estar otimizando. quanto a gente consegue ajustar a direção dos nossos vetores ali a cada hora, a cada minuto para est mais alinhado com o que os nossos clientes esperam. E e é isso que a gente quer otimizar e a gente fazer escura aqui for necessário. >> E você acha que esse momento tem a ver com tá pre ou post product ou não? A gente tá prepar com certeza, Lux. Eh, eu sou bem cauteloso em usar essas palavras, [risadas] mas eu acho que tem tem a ver sim, com certeza. Eu acho que a medida que a empresa vai ficando maior e fica mais claro o que você tem que fazer e como você vai escalar e quais são as alavancas que você pode puxar para acelerar ou alavancar alguma coisa, fica bem mais fácil de de você dar esse foco pras pessoas e falar: "Cara, entra num buraco e volta daqui a um mês". Mas nesse momento que a gente tá, que é uma descoberta constante, não dá para você perder uma semana na coisa errada. Muitas vezes é a vida ou morte para um cliente ou é uma chance de você conseguir um de ou não. >> Parando para pensar aqui rapidamente, parece que é um uma curva de de U invertido, porque pré producto para [ __ ] para não ir pra direção errada. Quando você tem o product market fit, beleza, cada foi o que você falou, cada um pode ir pro seu lugar porque sabe o que vai fazer. Mas também, por outro lado, quando a empresa cresce muito, que aí começa a ter politicagem, começa a ter muita gente, você não consegue ter tanto controle, né, se você não for usuário Mesmer, né, [ __ ] pelo amor de Deus. Mas [risadas] aí o remoto também começa a jogar meio cont que você vê eh empresa muito grande falando: "Porra, remoto é pra galera que não quer trabalhar", porque também começa a ficar tão solto o negócio que você começa a ter alguns eh funcionários dentro da empresa ali de sacanagem. >> É, com certeza. Com certeza. Mas acho que isso daí é tanto pela falta de ferramental, eh, e obviamente a gente tá trabalhando nesse problema, mas também é por conta do, eu acho que os gestores de forma geral foram, eles se desenvolveram num ambiente não remoto e é difícil você adaptar o seu estilo de gestão a ambiente remoto, né? Você não tem aquela coisa que é horrível, mas acontece, né, de do povo andando no chão de fábrica e vendo quem tá trabalhando e aquela coisa de de eu sei que essa pessoa tá aqui no escritório agora, então eu sei que ela não tá presencial em outro lugar. Eh, mas eu acho que todos esses problemas são são solúveis, assim, se você quer muito fazer o remoto, funciona, dá para você fazer isso, funciona, mas vai ficando cada vez mais difícil. E aí se aí eu concordo com você, se você tem problema de comunicação, de cultura, de alinhamento, o remoto torna tudo isso bem mais difícil, porque a barra a barra é mais alta. a barra mais alta de execução. >> E aí o que eu ia falar é o seguinte, ô Lucas, aí faz sentido o base camp, o pessoal do base camp ser tão a favor do remoto simplesmente porque eles não, tipo assim, a empresa, apesar de fazer bastante dinheiro, não é uma empresa grande, tem poucos funcionários. Talvez se eles tivessem lá 3.000, 5000, 10.000 funcionários e eles simplesmente não conseguiriam manter isso coeso. >> Eu acho que vou ter que parafrasear K West aqui. I guess we never know. Sei lá. Então vamos saber. [risadas] >> É, é. E eles estão, enfim, agora ele já virou, já virou quase que o a bandeira, né, da empresa. Então >> eles vão dar um jeito. Eles vão dar um jeito. >> Assim, eu eu acho, eu tô falando que eu acho que dá para pelo menos adaptar muita coisa do que a galera faz para times maiores, assim. Então, sei lá, times de centenas de pessoas, talvez dezenas de milhares de pessoas, não, tá ligado? Tu não consegue fazer tipo a Amazon inteira lá, sei lá, Walmart, sei lá. de 1000 funcionários tem totalmente remoto, >> mas as empresas estão mudando, né? Também é uma >> essas org chats não vão ficar desse jeito, mas vai ser vai ser outra coisa. Exato. Ainda tem toda a questão de AI, mas eu acho que o ponto é esse que o João tava falando, tipo, a galera faz isso a [ __ ] séculos presencial e desse jeito e foi aprimorando isso com o tempo. Talvez a gente der mais tempo para as empresas grandes fizerem, fazerem construírem ferramental e enfim sistemas remotos, funciona. Mas de novo, >> perfeito, >> não saberemos. Tom, não sei agora, quem sabe no futuro. >> Feito. >> Eh, e aí, cara, o que eu queria fazer, na verdade, propor era que a gente acabou entrando tanto no assunto e foi puxando tanta conversa que a gente não falou muito sobre como você veio parar aqui. [risadas] Então, acho que pode ser legal falar da Mesma, do que que a Mesmer faz e talvez até de trás pra frente aí, Origid e Glio também. Claro, claro. O, bom, primeira pessoa foi o Glio. O Glio, eh, era uma uma plataforma de e-commerce marketplaces, foi antes da Amazon entrar no Brasil e foi antes dessas plataformas adotarem o modelo de marketplace gerenciado. A gente era um marketplace gerenciado na época. >> Isso era 2000, quanto? 12, 13, cara. A gente começou em 2011. Eh, 2011, revelando minha idade aí. Eh, eu sou 2011 e e eu fiquei lá durante 7 anos eh do começo a até o fim com com o meu sócio Roberto. Então, a gente começou ali, a Origin, que foi a empresa seguinte que eu fiz, a gente como rapidinho, só um negócio, pô. Você tá falando que você fez uma empresa que antes da Amazon entrar no Brasil e antes da das empresas brasileiras de que hoje em dia são marketplace serem marketplace, [ __ ] da onde surgiu esse negó? Como é que você conseguiu tirar isso da cartola, >> cara? Na verdade, a gente começou com um outro produto. A gente começou com um produto de que era focado em avaliações, avaliação dos estabelecimentos locais. Então >> eu lembro desse. Eu usei esse. Era tipo IELP a parada, não era? >> Ah, que massa. Não sabia que você tinha usado. Era tipo Y. É. >> É porque vocês eram lá da PUC, pô. Tinha vários amigos em com. [risadas] Ah, que massa, que massa. É, a gente começou com esse produto, então, e a gente trabalhando nele, sei lá, dois anos. O, e esse era o produto que a gente queria pessoalmente, eh, tanto eu quanto o Roberto, a nós somos aquelas pessoas que leem review online antes de comprar um garfo, eh, e que gasta tempo pesquisar no restaurante, né? >> Era era a época do For Square. Isso aí também não era, >> era, era, era, era. Mas o Force Square tinha esse ambiente muito, era uma coisa muito, ele era mais um rumble brag ali, era mais uma coisa para você se mostrar do tipo, eu tô nesse lugar, eu tô naquele lugar, eu vou frequento esse lugar, do que você de fato descobrir lugares novos. A gente tava bem focado nesse problema. Então, a gente começou no Rio, bem focado no Rio, eh, do Infin da D scale ali, tentando fazer as coisas funcionarem num microcosmo do Rio de Janeiro. Depois a gente expandiu para São Paulo, acabou expandindo para várias cidades no Brasil, eh, em outros países. E esse piscis, assim, em termos de escala de usuários e de pessoas consumindo aquele conteúdo, ele chegou numa escala bem significativa. Mas a realidade que a gente demorou para perceber, mas é a realidade mesmo, é que o Brasileiro médio não tem tempo, nem dinheiro, nem intenção de gastar tanto tempo descobrindo onde ele vai. Eu acho que tem barreiras culturais e econômicas a um produto desse, tá certo no Brasil e mesmo hoje, assim, acho que é o Google Maps é o que o pessoal usa, mas não é definitivamente não é tão difundido no Brasil quanto é em outros países. E e eu acho que tem um motivo para isso e graças a Deus a gente descobriu isso relativamente rápido. Mas aí a gente percebeu que, enfim, qual que era a nossa missão como organização era ajudar as pessoas a terem acesso, elas terem acesso naquele momento inicial a experiências que elas não tinham como descobrir. E a gente percebeu que a gente poderia dar acesso a elas a coisas. E já existia naquele momento o tava começando a ter as pessoas que trabalhavam como, que vendiam através do Mercado Livre, eh, ou que vendiam através do eBay. O eBay era menor no Brasil naquela época, mas já tavam vendendo online. Mas elas faziam, elas faziam um excelente trabalho de trazer as mercadorias pro Brasil e um péssimo trabalho de vendê-las elas na internet. E a gente tinha todo no h de como fazer isso acontecer em escala na internet. E aí a gente foi nessa direção mesmo, construiu, enfim, sistema de leilão reverso e uma plataforma de com foi captar esses vendedores e tudo mais. E aí esse business foi o business que a gente rodou durante sei lá, três anos, três anos e tanto depois disso. >> Justo. >> E diz uma coisa, o IC teve algum impacto aí nesse pivô ou não? >> Teve bastante, Lucas? Não, não sentido de motivar. Eu acho que as pessoas que olham o R de fora acho que eles são super eh hand zone, né? Que eles estão ali te falando o que você deveria fazer e a realidade não poderia ser mais diferente. Eles são bem bem hands off. Eh, eles, eu me lembro que foi um momento marcante da minha trajetória, foi a primeira vez que a gente foi no IC depois de ter sido aprovado com Gli em que a gente sempre lidado com investidores brasileiros e várias histórias de terror em relação a isso. E a gente chegou no IC, eles decidiram investir na gente, a gente ficou feliz para caramba, não tinha dinheiro para nada, tomamos duas dos que era o nosso orçamento para comemorar naquele momento. E aí acho que uma semana depois tinha o primeiro o primeiro jantar e o Paul Graham subiu no palco e falou: "Gente, vocês podem relaxar, a gente não vai pedir dinheiro de volta". Eh, e eu lembro disso, eu não lembro de mais nada que ele fala, mas eu lembro disso porque foi o saíram umas três toneladas em minhas costas, porque eu tava com a síndrome de impostor no tal falando: "Es caras vão descobrir que a gente não tá [risadas] não ideia do que a gente tá fazendo, >> caralho." >> Mas foi mas foi ótimo. E eles não, eles não, eles têm uma cultura bem de somos todos adultos. Vocês, o maior, quem tá pagando o maior custo aqui são vocês. Vocês estão gastando os 20 e poucos anos da vida de vocês, trabalhando s dias por semana, 14, 16 horas, morando no escritório. Se vocês desperdiçarem o dinheiro que a gente deu para vocês, azará de vocês, se vocês querem usar a gente como recurso para descobrir como vocês poderiam rodar uma organização melhor, um problema maior, resolver uma crescer mais rápido, eles estão super à disposição. Então eles ajudaram muito no ponto de que a gente decidiu pivotar. Eu não vou lembrar a data exata, mas foi ali em 2014, ali meio de 2014, calhou de cena que tava tendo a Copa do Mundo do Brasil. Então tinham vários partners no Brasil naquela época e a gente era a única empresa naquela época. Então, a gente passou bastante tempo com eles e que >> e a gente teve várias conversas em que eles ajudaram a gente a entender o que tava acontecendo e ponderar algumas opções que a gente tinha naquele momento. E aí isso acabou levando ao pivô, mas foi muito mais num lugar de apoio do tipo, olha, a gente pode ajudar vocês a pensarem do que vocês deviam fazer isso, isso aqui não tá funcionando e tudo mais. Boa. E aí depois de Gli veio o Ordin. >> Isso. Isso. Aí isso foi em 2018. É 2018. >> Você já tava morando em São Francisco, já foi empresa americana barra global do começo. Como é que foi? >> Quem? Eu não tava morando em São Francisco. Então a gente morou em São Francisco pro IC pro na época do Glio. Aí a gente decidiu voltar pro Brasil porque os nossos clientes estavam no Brasil que é uma excelente, é um excelente motivo, mas não acho que foi uma boa decisão olhando para trás. E aí quando ali em 2018, enfim, eu tava tentando entender o que que eu ia fazer com com a minha carreira e o Mat, que é o meu sócio na na Ordem, tava tentando me convencer a a ir pra ordem. Eu não queria, mas depois eu acabei percebendo que era o que eu queria fazer mesmo. E e aí eu fui para São Francisco em setembro de 2018, logo quando a gente começou a ordem e eu ficava indo e voltando até a pandemia estourar ali em fevereiro, março de 2020. Mas foi outro contexto, né? Aí como second time founder, o Mat também era o second time founder, a o acesso ao capital é mais fácil. Eh, a gente conseguiu levantar dinheiro desde o começo para poder, enfim, ter um um time pequeno ali que tivesse junando, anda mais rápido, mas mesmo assim demorou um ano mais ou menos pra gente encontrar algo que as pessoas queriam mesmo e começar a escalar agressivamente. A gente encontrou isso, sei lá, outubro de 2019. E aí dali foi uma trajetória bem explosiva mesmo em em termos de crescimento. >> Boa. E aí, Origin termina, sei lá, 2024 mais ou menos começa mesmo na sequência já. Como é que foi ex? >> Não, eu tirei o sabático, tirei o sab, aprendi a minha lição, Lucas. O meu maior erro. [risadas] O meu maior erro. Eu aprendi. Eu aprendi a duras penas, mas o meu maior erro foi que eu fiz back to back startups, né, como eles falam no vale, que é você fazer uma startup atrás da outra. Eu acho que eu tirei mês entre entre a gente encerrar tudo do Clio e eu começar a ordem ou começar a me preparar para saber o que eu ia fazer na sequência. Enfim, eu fiz umas entrevistas na época que é um negócio que as pessoas subestimam, mas consome muita energia. Eh, não façam o que eu fiz. E aí eu comecei a ordem. Então quando eu decidi sair da ordem, eu nem ter sido um período longo de preparação da minha saída e tudo mais, depois que eu saí, eu tirei o ano sabático mesmo, um ano mesmo. >> Ah, >> antes da gente começar a debater o que seria a Mesmer e eventualmente chegar na nossa tese e os meus sócios saírem dos trabalhos que eles estavam e a gente começava a trabalhar full. Então deu para descansar. Deu para descansar. Mas daí você tirou um ano de verdade, porque todo mundo fala que vai tirar um ano sabático e ah, em três meses eu não aguentava mais, em seis meses tava fazendo outra coisa, >> cara. Então eu senti muito isso, Lucas, mas foi, mas eu consegui, eu consegui resistir. Basicamente quando assim que eu saí da ordem, eu achei que eu ia ter, que eu ia estar totalmente ferrado, ia precisar descansar. E na realidade quando eu saí, eu tinha várias ideias imediatamente assim. Então eu passei exatamente por isso e eu lembro, enfim, o público brasileiro, eu posso falar essas coisas, eu sou muito flamenguista. Eh, e um belo dia eu acordei com a ideia de que eu ia escrever a biografia do Z e foi a hora que que eu olhei para minha pro minha lista de tidos no e falei: "Cara, eu tô totalmente fora da realidade, eu preciso descansar". Eh, aí eu estruturei meu dia e fui gastar energia em outras coisas. Aí eu fui correr, enfim, foi aprender a mexer com hardware, que era algo que eu nunca tinha mexido na minha vida e eu sabia que eu nunca ia empreender em hardware, então era seguro. >> Era, >> eh, [risadas] e aí eu consegui passar, passei um tempo viajando também, a gente viajou bastante. E aí ali no segunda metade de 2024, foi quando eu eu já tinha solidificado na minha cabeça que eu queria empreender de novo. E aí eu e agora os meus sócios do Lucas e o Sérgio, a gente começou a a ter conversa sobre como seria, o que seria. Aí eu tava já trabalhando parttime mesmo, mas dali paraa frente já virou algo que ocupava pelo menos a minha cabeça, mesmo que não ocupasse tanto o meu tempo. E aí primeiro de janeiro foi quando a gente virou a chave e começou a trabalhar full time na mesma. >> Boa. E fala pra galera um pouco da Mesmer só para botar todo mundo na minha rot. >> Claro, claro. Basicamente o problema que a gente tá resolvendo mesmera parte das coisas que a gente tava discutindo aqui agora. Então, tanto na no Glio quanto na Ordem, eu tive a oportunidade de crescer os times de engenharia, de produto, de design. E eu sempre achava, era uma coisa meio ilusão de criança assim, de que eu ia ter um papel mais estratégico, que eu ia pensar no futuro, que eu ia falar com os grandes clientes e pensar no roadmap, na visão. E a realidade é que quanto mais o time crescia, mais eu ficava preso em uma reunião atrás da outra, em tentar identificar os problemas antes deles explodirem, entender o que que tava acontecendo. E a gente fez tudo o que o mercado dizia pra gente fazer, né? a gente for lá e implantou modelo Spotify com squads e usando o Inspired e tudo mais e assim funciona, funciona, funciona, mas eu acho que tem um custo gigantesco para as organizações. E hoje com AI a gente finalmente consegue desenvolver um produto que resolva esse problema sem você precisar pagar esse custo gigantesco de tempo de comunicação que as empresas grandes pagam. E é isso que a gente tá consumindo a mais. Então a gente dá visibilidade completa do que tá acontecendo em organizações de produto, ajudando as lideranças a entenderem o que tá acontecendo e consumindo bem menos tempo dos chines para que eles possam focar em construir o que o que é de fato necessário. >> V falar uma coisa aí, Du, senão vou puxar aqui o >> Não, não, pode seguir, pode seguir. >> Ah, então vamos para Calma aí, calma aí, calma aí. O primeiro quadro do dia. Deixa eu compartilhar aqui. Bom, então esse é o primeiro dos nossos quadros, tá? A dinâmica dele é a seguinte, ele se chama comentando frases tartupeiras, é o mundialmente famoso. >> E aí, como é que é? A gente traz frases de pessoas ilustres do ecossistema tartupeiro e aí a gente vai te mostrar a frase, a gente quer ser os comentários sobre a frase. Depois a gente mostra quem disse a frase e a gente >> comenta também ou não. >> Beleza? Vamos lá. Primeira frase. Essa aqui, [ __ ] já deve até saber de quem falou. Construa algo que 100 pessoas amem, não algo que 1 milhão de pessoas meio que gostem. Eu concordo plenamente com essa frase. Eh, eu concordo plenamente com essa frase. E acho que muitas startups morrem tentando otimizar pra escala muito cedo antes de descobrir algo que funcione. Crescimento é fundamental, você precisa crescer para validar que você construindo algo que as pessoas amam de fato. Mas eu concordo claramente. Concordo em gênero número grau. E >> quais que são as implicações disso aqui no no dia a dia uma startup stage? Tu acha? Eu acho que você deveria gastar muito mais tempo falando com os seus clientes e com seus usuários do que necessariamente fazendo growth hacks ou tentando viralizar no linkedin, eh, ou fazendo, enfim, indo para dar palestra. Eu acho que esse tipo de coisa parece trabalho, mas não é trabalho de verdade. Eh, e o que é trabalho de verdade no World State é falar com os usuários e construir um produto que resolva o problema desses. >> Boa. Não fica mais se que isso [risadas] >> pô cara, desculpa aí, te atrapalhei. Você ia falar que >> não, imagina. Eu ia revelar aqui de uma foco terrível, inclusive do Bri. [risadas] Foi o BRK que falou isso aí. O cara é físiculturista e você põe essa foto dele. Sacanagem, [risadas] >> cara. Mas o [ __ ] ô, ô, João, de passar o tempo falando com o cliente e tal, é que entra meio que uma síndrome de impostor que é tipo assim, pô, eu deveria estar trabalhando e eu não tô. Tipo assim, cara, eu a algum algumas semanas atrás eu tava fazendo isso o dia inteiro, era falando com a galera resolvendo o bug. [ __ ] e aí tá usando como é que não tá, cara? você termina o dia esgotado e eu sabendo dessas coisas ainda terminava de tipo assim, caraca, mas eu não consegui fazer o que realmente precisava fazer. Eu tenho que tipo assim forçadamente pensar, tipo, não, mano, é isso que tem que ser feito, não pareceu trabalho, mas é trabalho. Esse negócio é é tipo, é uma armadilha muito grande que rola. >> Sim, sim. E não parece trabalho mesmo, né? Porque na maior parte do tempo, quando você tá construindo algo que as pessoas amam e você tá passando tempo com elas, o que você tá é prazeroso assim. É. É. a gente tem reuniões frequentes com os nossos clientes e eu fico animado para pra grande maioria delas, mas é o momento que você entende o que fazer, né? Seus clientes não são especializados na solução, mas eles sabem exatamente o problema que eles querem resolver. E o único jeito de você extrair essa informação é passando tempo com eles, passando o que você se importa, passando o que você quer resolver. E eu acho que a história do do Brian é um é um exemplo fantástico, né, de que eles foram os primeiros usuários do eles foram os primeiros hosts, eles iam na casa das pessoas e tiravam as fotos para botar na plataforma. Eles aprenderam todos os problemas relacionados a a você receber um estranho e e isso permitiu que eles criassem eventualmente um produto que mais muito mais que 1 milhão de pessoas amam, né? Mas antes eles precisavam ter aquele núcleo duro de de pessoas que se importavam muito com esse problema. Aí, então eu concordo plamente com ele. Eu acho que tem algumas situações que isso é uma exceção, mas a maioria dos founders acha que é exceção quando não é >> e acabouando para coisa errada cedo demais. >> É, comigo é diferente, né, cara? Eu acho que tem um isso é especialmente mais difícil para founders técnicos, né? Eu acho que talvez por isso até que a Y bata tanto nessa tecla e reforce tanto isso, porque, enfim, historicamente a foca em founder técnic. Exato. >> Mas é isso, se você não tá codando, você tem que est falando com o usuário e às vezes tá falando com o usuário, você acha que devia est codando, não necessariamente. >> Exatamente. Exatamente. Inclusive, acho que o moto do IC durante muito tempo era write code talk to users, né? >> E até tem uma outra parte que eles não falam muito, mas é o Weed Sleep Exercise. Eh, >> e eu acho que founders técnicos acabam focando muito no WR code em escrever o código e focam bem menos que eles deveriam no em falar com o usuário e muito menos que eles deveriam na parte de comer, dormir e se exercitar. E eu acho que eles quase eles têm uma importância bem mais equivalente do que a maioria das pessoas acham. >> Boa. Próxima frase é: "É inevitável que situações difíceis surjam, mas o desafio é como você reage a elas". >> Eu concordo também. Eh, é inevitável que situações difíceis surjam no abstrato, né? Você certamente consegue aprender com o tempo e evitar que algumas dessas situações aconteçam. E sim, o desafio é como você reage aos. Inclusive, acho que eu já sou empreendedora há 16 anos, só 15 anos. E até hoje eu preciso me lembrar disso quase todo dia, de que problemas acontecem e você vai ter situações de quase morte e o a Openai vai lançar um produto que compete com você, sei lá, ou antigamente era o Google, né? Eh, e você vai precisar lidar com isso e entender o que que isso quer dizer e trabalhar para resolver o problema. Você só controla o que você, a única coisa que você controla são as suas ações, né? E essa é a parte que se você não precisa ficar maluco sendo empreendedor, essa é a parte que você precisa ficar gastar o seu tempo onde você precisa focar. >> É, também hisóica. Patrick Colison aí do Stripe que lançou essa brava. >> Eh, me diz uma coisa, você na sua jornada aí de de terceira viagem, tem algum mecanismo, alguma forma que você usou para, enfim, lidar melhor com isso? Cara, na verdade, Lucas, o que eu percebi na terceira viagem foi que eu tive que fazer um um eu tive que corrigir quase que eu corrigi demais, eu diria, eh, esse problema. Então, acho que é a primeira vez que você empreende e é a primeira vez que acontece algo desse tipo e uma experiência de quase morte, digamos assim. Eu lembro de vários. Se vocês quiserem contar a história engraçada, teve vários momentos na história do Glio, por exemplo, lembro, a gente tava no terminando cominator e o Iel lançou no Brasil e a gente tava no meio de processo de fundraising e eu lembro que é de sentar e ler o jornal, eles fizeram uma tô velho, né? O jornal eles fizeram uma página de folha inteira do da Folha anunciando que eles tinham lançado no Brasil e eu olhando aquilo falando: "Cara, já era, acabou, que que a gente vai fazer?" E sabe quantas pessoas que usavam o gli liam a folha de São Paulo para saber que o [risadas] lançado no Brasil? Zero. Dos investidores que estavam considerando investir na gente, ninguém se importa. Eh, a única pessoa que se importava era eu. E era muito mais uma questão de eu entender que aquilo ali era um desafio, mas seria um desafio que a gente poderia superar do que é um fato real, né? Depois que você vai tendo várias experiências de quase e morte, eu acho que você cria uma casca como empreendedor que você entende que aquilo ali que tá acontecendo é um momento e por bem ou por mal vai passar e você vai ter a oportunidade de de reverter aquele aquele caminho. Mas você também vai criando umas cicatrizes, né, de problemas que aconteceram, que você quer evitar. E o melhor conselho que a gente recebeu do Vico Mineiro nessa segunda, na segunda vez que eu fiz, mas agora com a Mesber, foi de não aprender demais a suas suas lições. E eu acho que esse é um excelente conselho para founders de enésima viagem, porque você acaba descobrindo onde os buracos estão e você começa a andar mais devagar para evitar eles. Mas se você não tiver disposto a correr e ralar o joelho de vez em quando, você não vai você não vai chegar lá. E essa é uma vantagem competitiva gigante que falando de primeira viagem tem sobre sobre pessoas mais experientes. E eu não quero perder essa viagem, essa vantagem. Então eu acho que é quase que você precisa recuperar essa inocência de que eu vou viver para viver para para ver, né? Vou viver para ver acontecer. >> Caraca, sim, faz sentido. É a mesma história de ser outsider numa indústria, né? Às vezes você não sabe das verdades que na verdade não são verdades e e não aproveita os upsides ali. E tu quer falar alguma coisa? Cara, eu vi um podcast ontem que tinha um maluco falando mais ou menos isso e tipo assim assim, você você deduz que que tem a ver, mas cara falando que as principais os principais cases de sucesso no Vale de Silíci ou são pessoas que começaram agora e deram certo para [ __ ] ou são pessoas que são tipo assim veteranas da indústria, conhecem pra [ __ ] e deram certo. A galera que tá no meio é [ __ ] é difícil aquela aquele mid Twits lá, só que >> é o mim. É, >> é só que tipo assim, no fim, [ __ ] o second time founder talvez seja pior do que o first time e o third time, sabe? Qual é? [ __ ] tô tô na merda aqui, cara. Depois de de ouvir esse podcast, eu vi você falar isso, [ __ ] que pariu. >> Mas eu concordo com o mime. O meme é muito verdade. Muito verdade. [risadas] >> E acho que relacionado a isso, não aceite conselhos demais. A maioria das pessoas que têm muito conselho para dar generaliza o que fizeram. Não analise tudo demais. >> Eu concordo e discordo. Eh, eu acho que a maioria das pessoas, inclusive quem não tem muito conselho para dar, generaliza o que aconteceu com elas. Eh, e a gente tava falando do Patrick Cison e do Brian Chess, foram dois empreendedores cuja, o caso do do Patrick, acho que ele teve uma empresa antes do do Strike, mas eles deram certo muito jovens e a empresa cresceu muito rápido, mas o que aconteceu com eles é um era um acidente, né? Eh, e eu tinha até um artigo, deve estar até hoje lá na no notion da Origin, em que eu argumentava que startups eram todos reverso. Então, Tostoy tem uma frase que ele fala que todas as famílias infelizes são as famílias felizes são as famílias infelizes são iguais e as famílias felizes são diferentes ou ao contrário. É o contrário. As famílias infelizes são diferentes, as famílias felizes são iguais e em startups é o contrário. Então quando a empresa fracassa, quase sempre é pelos mesmos motivos, né? Os faldas brigaram, produto funciona, ficaram sem dinheiro, eh, e assim por diante. Mas quando elas dão certo, quase sempre teve alguma coisa muito única e inesperada que fez com que aquilo funcionasse. E aí você pega um founder, tipo o franch e se ele tá te dando conselhos, ele vai generalizar algo que muito provavelmente esse esse ticket de loteria não vai cair no seu co. E o que você precisa fazer, na verdade, é olhar para todas as histórias de terror em volta de você e falar: "Eu não vou fazer aquilo". E se eu não fizer todas essas coisas que mataram todas essas empresas, eu vou ter um shot de que o ticket premiado caia no meu colo. Eh, então acho que tem conselhos são muito úteis, principalmente se for pessoas muito boas, mas você como como founder precisa ter senso crítico de entender quando ele se aplica a você e quando ele não se aplica. Entenda também o >> o contexto do só se investidor te dando conselho, se é um outro founder, se é um operador. Eh, são perspectivas muito distintas. Acho que essa é a coisa mais difícil, talvez, né, do comigo vai ser diferente. Você não cair no comigo vai ser diferente quando não é. E de fato usar o que é diferente a seu favor, né? E virar um desses >> Exato. Exato. >> Acidentes felizes aí. >> Essa aqui é do Ben Silberman, founder do Pinterest, que não fez o YC, mas falou nos startup da vida lá. >> Ele fez, ele fez, ele fez, >> ele fez numa empresa anterior ao Pinterest. É verdade. >> É exato. Exato. >> Aí só tá por dentro do lor voiceo mesmo. [risadas] >> Bom, esse foi o nosso primeiro quadro. Não sei se Edu tem mais algum tio set aí para compartilhar. >> Só o negócio que eu pesquisei aqui, ó. Todas as famílias felizes se parecem. Cada família infeliz é infeliz à sua maneira. Exato. Então, startups são ao contrário. Exato. [risadas] >> Cara, >> fala manda tu. Tô monopolizando aqui as perguntas. Eu tenho, eu tenho muita pergunta para fazer da Origin, cara, porque eu tenho um interesse genuíno pessoal, porque eu fiz o um pedaço da Origin, eu meio que fiz no Brasil, que era o real valor, que era a parte de de consolidação de carteira, de investimento, tal. Só não fiz todos os outros passos que a Orin faz. [risadas] Você não ganhei os cabelos brancos que eu ganhei, né? Justo, justo. >> Cara, vem cá. Qual foi o maior desafio fazendo a origin? >> Pô, Edu, pronto, não sei nem por onde começar. Eh, mas eu acho que você tocou num ponto muito fundamental, que é a vida das financeira das pessoas é infinitamente complexa e você vê muitos apps que resolvem um pedacinho dela, mas esses apps acabam tendo muito, a retenção é muito baixa, né? Muito difícil se reter um cliente. Esses serviços financeiros estão ficando cada vez mais comodistizados. Isso era uma leitura que a gente tinha desde o início da ordem, assim, de que os usuários estavam sendo puxados para uma camada de abstração acima, que eventualmente os serviços financeiros seriam cometizados e você ia precisar de uma camada de de gestão em cima disso. Só que isso criava um desafio bizarro de produto, ainda mais no mundo pré AI, que a gente não conseguia oferecer conselhos financeiros de forma escalável e que a gente não conseguia resolver vários desses problemas com ela >> então foi um desafio tal assim a gente decidiu fazer um investimento em produto >> desproporcional até hoje eu não sei enfim exatamente para char da hoje mas eu acho que 60% da organização dainda é engenharia ia design e produto. E foi assim desde o início e e foi uma uma bat, uma aposta meio contraria naquele momento, >> mas que ao longo do tempo ela foi se pagando e se pagando e se pagando porque a gente sempre teve muito mais tecnologia que os nossos concorrentes, mas naquele momento queimar milhões de dólares em em engenharia não era o o senso comum ali do do mercado de Ftex nos Estados Unidos. era sales e Golds Market e a gente tomou uma decisão de ir na direção contrária. >> Mas a parada é a seguinte, >> [ __ ] quando você faz um negócio tão complexo quanto Origin, tem tem a questão de tech, tem a questão de regulação, porque às vezes também não é só fazer um negócio, você tem que pô pedir bênção para sei lá quem, precisa pagar tal coisa. Tem a questão de growth também, porque não adianta nada fazer isso e não ter gente usando até. >> Qual desses pontos era mais difícil ou demorava mais tempo ou custava mais dinheiro? o sono, >> cara. pegou. >> É que se eu te falar que que era o mais difícil, eu vou focar no que eu trabalhei mais tempo, que foi o produto, o >> Mas acho que a gente teve alguns momentos ali que foram >> insites sacadas, sei lá, como você queira chamar, em que a gente começou a resolver algumas dessas equações. Então, o desafio que a gente tinha era como distribuir esse produto. E em Fintec, Fintec é um jogo de distribuição. Eh, e ali a gente, quando a gente entendeu que esse produto poderia ser um produto B2B, >> que era distribuído através das empresas pro usuário final, foi um ponto de virada pra ORD, eh, em que a gente percebeu que a gente podia sair do jogo do Google Adwords e de Facebook Ads e entrar numa motion de distribuição que fosse um pouco mais controlável pela gente, né? Eu acho que o outro momento foi quando a gente percebeu que a gente poderia oferecer conselhos financeiros usando pessoas mesmo >> e usar esse apoio dos CFPs, né, dos planejadores financeiros certificados como tava o buraco do nosso produto. Nosso produto era muito simples, era muito era muito early. Mas você falar com uma pessoa, um planejador, é uma experiência que é transformadora paraa maioria das pessoas que nunca tiveram acesso a um serviço desse. >> E a gente conseguia, por ser uma plataforma BP, pulverizar esse custo e fazer isso tudo funcionar numa escala que ninguém tinha conseguido fazer antes. E acho que a ordem foi de ter dois financial planners in house, que estavam ali muito mais para apoiar o produto, para ter a maior rede de planejadores francesas do mundo em meses, né? E o Ryan, que era o nosso Chief of Step na época, ele foi, >> ele fez um trabalho bizarro de recrutamento e treinamento dessas pessoas e a gente desenvolveu um produto para apoiar elas no dia a dia. >> Então teve várias sacadas, mas aqui foram >> quando a gente teve essas viradas de chave, eram quase que desbloqueavam o crescimento pra gente. Mas o desafio de longo prazo sempre foi como construir esse produto e eventualmente ter um produto que fica de pé por conta própria e entrega muito valor. E eu perdi, sei lá, 5 anos da minha vida descascando essa cebola, >> mano. Sabia, queria fazer uma pergunta relacionada à Origin, que é talvez relacionada fundraising. >> Por que que vocês não fizeram na ordem? por exemplo, o domínio. >> É uma excelente pergunta, coisa eu me arrependo que você não ter feito. >> Eh, >> o motivo para isso foi que até que a gente estava falando antes, a gente acabou levantando dinheiro cedo e aí não fazia sentido a gente ver, tomar de >> eh, >> para pegar o o cheque do IC na época, que era um cheque pequeno. Então, foi muito baseado nisso, mas eu me arrependo de verdade, porque depois quando a gente começou a crescer, eu não tinha um grupo de >> pares que tava passando pela mesma coisa ao mesmo tempo que eu, para quem eu pudesse ligar e falar: "Cara, como é que vocês lam? Vocês estão peres organizaram o time de vocês? Como é que vocês estão lidando com turn? Como é que vocês estão lidando com customer success? Como é que vocês estão lidando com atendimento ao cliente?" Eu acabava tendo que recorrer a pessoas que já passaram por isso há um tempo ou que nunca tinham passado por isso. E é muito muito muito diferente. A gente tá falando antes de conselho, né? Conselho normalmente é bem ruim, mas quando você fala com o founder que acabou de passar para aquele desafio e resolveu, às vezes uma conversa de 15 minutos resolve 6 meses da sua vida. E eu senti muita falta disso na ordem. Se eu pudesse voltar atrás e perder os 7%, sei lá, para ter tido essa rede, eu acho que eu faria essa escolha, mas eu era uma pessoa muito diferente há 10 anos atrás, sei lá. [risadas] >> É, retrospect, né? >> Mas aí que você tá falando é o valor do do bet ali do corn da >> não, do bet, do bet. Eu acho que as pessoas subestimam muito o valor do do cor. Corrocha é boa parte do valor do IC. É, >> tem. >> Eu fiz o IC agora por causa da cor, >> então para mim faz muita diferença. Muitas diferenç >> não tem nome, não tem. >> Eh, eu queria perguntar por qual a diferença da YC 2013 para YC 2025 Ga e loucura, [risadas] >> cara. Tá bem, tá bem diferente, Lucas. Bem diferente o para pro muitas coisas muito melhores e muitas coisas que, que degradaram. Acho que o E acho que isso não é novidade para ninguém de lá. Eh, naturalmente, quando eu fiz há 10, 12 anos atrás, o grupo era muito menor, eram 50 empresas, eh, já era um salto muito grande na época, mas eram 100 empresas por ano, 50 empresas por pet. E aí com isso o que acabava acontecendo é que você tinha um sentimento de companheirismo, todo mundo se conhecia, você tinha como conhecer todo mundo e e criar essa relação. Quando eu fiz agora em 2025, no meu bet eram 150 empresas, eram quatro pets por ano, estavam 600 empresas. É impossível você conhecer todo mundo no first name base, assim de você conhecer a pessoa, saber o que ela fez, como é que ela chegou ali e tudo mais. É totalmente impossível. Então isso claramente se perdeu. E acho que a outra coisa que se perdeu é que na época quem tocava mesmo era o Paul Graham, né, que é o founder do do IC, junto com a Jessica que também é fan do esposa dele. E eles levavam os filhos pro Y. Então a gente tinha era uma coisa muito, muito próxima e isso não tinha como se manter mesmo e acabou se perdendo. O que eu acho que melhorou muito foi que eles hoje têm muito mais estrutura. Eh, então eles estruturam muito mais o programa para te ajudar a passar pelos três meses ali, eh, sabendo o que que é esperado em cada momento, o que que você, onde você deveria focar, o que que você deveria estar pensando e eh obviamente os conselhos que eles oferecem também tá estão muito aliados com isso. E eu acho que tu a outra parte que ajuda muito é eles têm muito muito muito mais poder hoje do que eles tinham há 12 anos atrás. Então o IC hoje é uma parte muito mais central do ecossistema do Vale do que ele jamais foi. >> E isso facilita muito a o processo de fundraising, isso facilita muito o momento em que você anuncia o o que você faz parte do programa, ajuda muito a conseguir os primeiros clientes. Tudo isso hoje é muito mais potencializado do que ela traz e que o IC era relevante, mas a gente era uma fração muito menor do do ecossistema de startups. [ __ ] muito [ __ ] Eu vi uma história de alguém falando que um cofounder não conseguiu visto pros Estados Unidos e aí mandou no book face, chegaram na nense pelos e liberaram v cara. Falei: "Caralho, tipo, olha [risadas] o nível da rede da parada". >> É, eu acho que isso ainda é muito comum não, mas assim, tem uma rede [risadas] muito forte assim que te ajuda a resolver, a desembaraçar muita coisa, né? Então, muitas vezes você tá tentando, sei lá, um contato com alguém ou quer vender para uma determinada empresa, certamente alguém naquela rede de pessoas >> é o melhor amigo dessa pessoa e você consegue o o salto se se precisar. >> [ __ ] muito [ __ ] >> [ __ ] aqui dois comentários sobre o valor da YC ser mais o bet do que o papo com os founders. Eu lembro de ter lido em algum lugar que a galera fala isso sobre as principais faculdades, os principais MBAs, né, que tipo eles ensinam mais ou menos a mesma coisa. A diferença é que [ __ ] você vai olhar no MIT, são os alunos que fazem MIT muito mais do que qualquer outra coisa. E a outra coisa é, [ __ ] se o bet é importante, é [ __ ] né, crescer um um business de aceleradora igual o IC, sem perder isso, porque o que dá dinheiro, querendo ou não, [ __ ] você precisa crescer para fazer mais dinheiro, só que crescendo você perde o principal valor. Aí você precisa de, sei lá, um cara meio artesão que abre a mão de crescer para tá fazendo, né? Tipo aquele cara que tem um restaurante que ao invés de criar franquias, não, eu quero ficar aqui, eu quero continuar cozinhando, eu não quero escalar esse negócio porque é isso que eu amo. E é raro para [ __ ] de se ver isso nos dias atuais. >> É um problemaão. É bem difícil, mas eu acho que eles estão, eles conseguiram crescer. >> Acho que de um lado eles precisam conhecer, conseguir mais pessoas que queiram que sejam bons partners do IC, né? Que consigam dar os conselhos, trabalhar com shimes e tudo mais. e do outro, o que eles fazem é fracionar esses grupos em grupos menores, em que eles conseguem tentar reproduzir a sensação de quando as coisas eram muito menores. Mas é é um desafio assim, eu acho que eles conseguem fazer um excelente trabalho nesse sentido, mas é difícil, é difícil. Fundamentalmente grupos menores são mais coesos e quando você vai crescendo, você perde a coesão e você vai ter que encontrar outros mecanismos para criar essa situação de pertencimento. >> Aí de botar na fogueira aqui rapidinho, [ __ ] Você passou duas vezes pelo IC. Qual a dica que você daria pro pro founder que tá assistindo isso aqui quer aplicar? Só que até agora eu não botei na fogueira. A parte da fogueira é a seguinte, uma dica que diferente do que todo mundo fala, então não seja direto, seja sei lá o cara, uma dica diferente >> tem >> diferente, cara. Eu acho que que a o conselho genérico é bom, eh, na maioria das vezes nesse caso, acho que ser direto, eh, é que eu acho que tem muita gente, desculpa, vamos fazer a acho que o meu pit seria que boa parte desse desses conselhos são muito táticos e é quase do tipo, ah, como é que eu gamifico esse sistema para aumentar as minhas chances de passar no IC? O que você deveria estar fazendo de verdade é tornar tua empresa melhor. >> Perfeito. >> E, e eu acho que essa é a dica. Essa é a dica. Você tem, você e seus sócios são capazes de executar a oportunidade. Você tá trabalhando com pessoas com quem você não vai se matar daqui a se meses e separar e jogar todo esse tempo, toda essa oportunidade fora. Vocês estão trabalhando numa oportunidade que seja relevante? Vocês têm sinais de que os clientes que têm esse problema querem comprar a sua opção? Acho que o IC não espera respostas perfeitas para nada disso, mas cada pequena decisão que você toma para resolver esses problemas que são os problemas que mais early stage enfrentam, aumentam muito mais a tua chance de passar do que você ficar lá 12 horas sem escrevendo a tua application e mudando os termos, deixando mais direto e pedindo pro chat PT. Eh, isso ajuda, óbvio, você se comunicar bem ajuda, mas fundamentalmente o que você tá comunicando tem que fazer sentido e e eu focaria muito mais em trabalhar nisso. >> [ __ ] as pessoas super estimam o quanto você consegue hack your way through ali, né, do tipo fazer uma mudar que a história vai mudar completamente o resultado da minha aplicação versus. >> É o meu oneeliner. Acho que tem tantos fers que gastam dias lá, cara. Qual que é o oneeliner perfeito para usar na aplicação assim? Tipo, eles não querem, eles querem entender se você consegue pensar sobre o seu problema. E você chegar num oneliner decente é parte desse processo, mas assim, você vai mudar o teu liner, eles sabem que o teu produto vai ser, você vai pivotar, seu produto vai ser jogado fora, você vai descobrir que você tá errado sobre um monte de coisas, mas você precisa mostrar que você consegue pensar sobre os problemas, que você consegue se comunicar, que você consegue recrutar pessoas incríveis para trabalhar contigo. E eu acho que essas essas partes da application são bem mais importantes do que pedir pro chattes escrever o teu online. Faz bastante sentido. >> Tem mais uma antes de você apertar o que você for apertar aí, Luc. >> Eu tava tava prestes a [risadas] [ __ ] a Glio era B2C, certo? >> Sim, sim. >> A Origin, pelo que eu entendo, nasce no B2C e em algum momento vocês entendem uma forma de growth ali que envolve o B2B e a Mesmer já nasce B2B. Cara, isso foi de propósito, tipo assim, cara, não quero nunca mais ver B2C na minha vida, vou vou direto pro B2B, não foi? Como é que foi essa decisão? O que que é diferente na vida de um de um founder de empresa B2B para uma para uma founder de B2C? >> Cara, é bem diferente. É bem diferente, com certeza. Mas o não não caso da ORNG foi muito mais a gente teve essa esse insight e do outro lado o o Mat que é que é o CEO da ORG até hoje ele é um excelente vendedor, ele é uma pessoa muito boa de B2B e mesmo quando a gente começou ali que a gente queria ser B2C, a gente sempre conversava e entendia que era meio que um desperdício, né? Você tem uma pessoa tão boa nisso e você não usar isso para nada. E aí a gente meio que se enganava falando, não, você vai trabalhar em parcerias, em partnerships e blá blá blá, mas era, não fazia menor sentido. E quando a gente foi para BB, naturalmente isso acelerou muito o nosso processo de de crescimento já. E aí a ordem dela começou B2C, a gente foi pro B2B2C e eu acho que ao longo dos anos ela foi voltando pro B2C, onde ela é uma empresa majoritariamente B2C. Hoje, se você entrar no site da você vai ver que a a toda a parte de mensagem de marketing é muito mais focada no no usuário final. Já no caso da Mesmer, acho que a gente foi forçado a ser uma empresa B2B pelo pela natureza do problema que a gente resolve. Eh, se você me perguntasse se eu preferiria tá trabalhando em marketing ou em sales, eu te falaria qualquer hora do dia que eu preferiria 1000 vezes trabalhar em marketing. Eh, mas a gente não escolhe isso. Eh, eu acho que tem tem algumas coisas, algumas ilusões que empreendedores têm do tipo, você vai escolher o jeito que você distribui o seu produto ou você pode ajustar a tua a tua o jeito de você fazer distribuição. E a realidade é que isso é muito mais uma descoberta do que uma invenção. você tem uma oportunidade e você tem que descobrir o que funciona para ela. E no nosso caso, até hoje foi B2B. E se você me provar que eu tô errado daqui a se meses e que a gente deveria ser um produto B2C por sei lá o quê, eu adoraria mudar. Não porque eu prefiro B2C, mas porque eu quero que a Mesmer realize o potencial dela. >> Perfeito. >> Excelente resposta. [risadas] Essa a deixa para >> o segundo quadro. Nosso segundo quadro é mais simples, tá, do que o primeiro, não necessariamente mais fácil, é o nosso queridíssimo Top Five ou Top C em PTBR. Ele basicamente se resume a responder a seguinte pergunta: >> "Quais são as top cinco ferramentas que mudaram a vida da MMER?" E aí a ideia aqui, cara, é saber um pouquinho mais sobre os techs, que que vocês usam no dia a dia e que pode ser relevante também para outras pessoas? Cara, o nosso stack é muito simples. Não sei nem se a gente tem cinco ferramentas para compartilhar, mas eu posso compartilhar todas. A gente usa a Mesmer, obviamente, internamente, o e a gente usa ela para para acompanhar o que a gente tá fazendo, para simplificar o nosso acompanhamento. A gente não deveria ter o problema que a gente resolve no nosso estágio, mas a gente obviamente se força a usar a Mesmer para entender o que que ela faz bem, o que ela não faz bem e assim por diante. E a parte fundamental do jeito que a gente opera, a gente também usa o, eu acho que uma coisa que desbloqueou muito o valor da Mesmer foi o N8N. Eh, eu não sei o quanto as empresas já abraçam isso hoje em dia, eh, principalmente no Brasil. Mas se você é um pouco técnico para conseguir usar o produto e tem uma boa bom entendimento do que é e consegue fazer, dá para fazer coisas muito muito muito legais. Eh, e quando a gente, logo depois do IC, quando a gente começou a acelerar o processo de crescimento, eh, a Amanda, que foi a minha tief of staff na na ORD, ela entrou na na Mesmer e o nosso, a gente tem até um canal no Slack que chama Vibe Ops, em que a gente usa AI para automatizar nossas operações e a gente usa muito N8N, foi uma ferramenta que foi >> bem transformadora. Acho que se a gente tivesse ano, vibe coding é uma ferramenta que foi ferramenta não, né, mas é algo que foi transformador para Mesmer. A gente é bem agnóstico em relação à ferramenta, então a gente tem um pequeno de engenharia, mas eu uso Codex. Eh, e aí no nosso time tem gente que usa o Cursor, tem gente que usa o cloud code. Eh, a gente não usa o dev, talvez seja a única dessas grandes assim que a gente não abraça internamente, mas essas ferramentas mudaram absolutamente a trajetória da da MB. a gente, sei lá, já teve que reconstruir o nosso produto algumas vezes e e sem isso a gente estaria ferrado. Acho que, cara, essas certamente foram as mais pacantes. Fala aí. >> Temos três na minha conta. Não, Nas de vibe coding que eu botei tudo na mesma caixa. [risadas] >> Justo, justo. Eh, >> que que você usa de mensageria? Vai, >> a gente usa slack. A gente usa slack. A gente, a gente é bem simples isso. A gente usa Slack para comunicação do dia a dia e a gente tem um canal no WhatsApp para emergências. Eh, e é isso, mais nada. Bem simples. Ã, ah, eu acho que, cara, os notakers para sales são, eu não, eu não consigo entender como alguém faz sales sem, sem o noting app. Inclusive, eu comecei a M fazendo seos sem o R de not taking e eu me arrependo muito porque às vezes a gente vai lidar com o potencial cliente que a gente engajou no passado e que a gente quer falar agora. E é muito comum que eu eu não lembro de nada, mas eh que não lembro de absolutamente nada, mas quando eu tenho notas eu consigo voltar e reassistir, melhorar, entender e me preparar melhor para essas. >> Qual que você usa? Cara, eu testei muitos Edu e eu acabei usando o Fedam. Ah, e o grande motivo para isso é porque a gente tem muitas formas chamadas em PTBR. >> Hum. >> E essa mudança, você ter um notebaker que funciona nas duas línguas, acabou virando algo, algo fundamental pra gente, porque nosso time é todo brasileiro, então as nossas escolas internas são em português e eu queria gravar elas também. Então eu testei vários até encontrar um que funciona muito bem com português. A gente tem um hack, a gente saes usam tem algum algoritmo que os primeiros 10 segundos de call é quando eles decidem qual é a língua que eles vão usar. Aí você tem só que lembrar quando você entra na call com com um brasileiro de falar em português os 10 segundos e depois funciona super bem. Mas é acho que esse foi o grande fator. Eu testei o granolo. O granolo é bem legal para causa em inglês, mas o não funciona bem para português. O pelos não funcionava >> cara. Tem lado granola, eu acho, [ __ ] muito bom. Só que às vezes ele pega em inglês quando é português fica uma merda, tá [risadas] ligado? Mas no >> geral eu gosto da da interface do granola, mas o resultado também virado. Boa. Esse foi o nosso top five. >> Bieneno, foram foram cinco. >> Foi ummer >> Mmer N8NI no geral. >> N é clouding >> tudo menos 10. Vou mais uma, mais uma. Vai. Tudo bem. >> Eh, não, o Slack é uma resposta muito muito fraca. Tudo bem. >> Cara, tem uma ferramenta de AI design que eu usei muito, principalmente no começo da da Mesmer, que é o Magic Patterns. >> Hum. Hum. >> E ele é meio que o o Dark Horse dessa corrida do Lovable e tudo mais, mas eu gosto muito do produto deles e eu usei muito para prototipação, principalmente lá no começo, quando a gente não tinha nada eh para validar o que a gente tava tentando fazer, a direção que a gente tava indo. E foi foi fantástico, fantástico. Eles são excelente produto, porque o time é muito bom também. Venda. É por isso que eu tento espremer até o até o final os cinco, porque sempre surge umas paradas novas que a gente não conhece, tal. Tenho uma pergunta aqui e agora voltando, eu já tô no descaralhamento total porque são três empresas, aí eu lembro de uma, eu quero fazer uma pergunta da outra, tal. É o seguinte, cara, você que viveu esse negócio de perto na Glio, você falou de, [ __ ] o brasileiro não é tanto de reviews e tal, esse negócio ressoou muito em mim, porque quando eu tinha o real valor, pô, um negócio muito importante eram os reviews na App Store e tal. E aí quando eu fiz a scarf, que não não começou como um app, cara, como que eu posso hackear esse negócio de ter reviews? E [ __ ] o brasileiro não usa cap terra, não usa o o G2, não usa nada. E não tem um, pô, porque às vezes é, não vou usar isso, vou usar a solução brasileira. Meio que não tem a solução brasileira. Por que que isso acontece, cara? Só que por outro lado >> rolava um glass door, rolava o Love Mondays e e a galera usava, né? É, falar, tem o anti anti G2 que é o reclame aqui, moleque. >> [ __ ] verdade, mano. >> Pô, o reclame aqui é uma força da natureza no Brasil, né? Eh, >> mas talvez eles tenham ocupado esse lugar, só que eles são muito focados no reclame, né? Então você não tem, é difícil você encontrar, tipo, um lugar que fale serviços bons no Brasil, se você não tá conectado no ecossistema e sabe se ela que aquela empresa ali que usa AI para atendimento em português funciona super bem, já era. A gente bateu muito nesse problema, Edu. Eu lembro quando a gente queria resolver fraude no glio, eu sabia de qual stado quem eram os players do mercado americano que a gente queria usar, mas pra gente descobrir que a clear sale existia no Brasil é um pepino, porque ninguém fala, né? Ninguém fala, tipo uma coisa meio segredo, sei lá. Não sei porque que isso acontece. É uma boa, é uma boa observação. >> Será que é hora de fazer o o G2 brasileiro? >> Hum. Hum. Não, o problema é que o G2 não é um negócio bom nem nos Estados Unidos, né? O >> Não, [risadas] não, mas é não, mas eu tô pensando tipo G2.org, sacou? Fazer esse negócio para o bem da >> [ __ ] do ecossistema sem focar em business assim, sei lá, >> cara. Isso seria massa mesmo. Mas é um excelente projeto para fazer um um vibe coding de final de semana, subir. Eu acho que tem atração. As pessoas iam querer, >> os empreendedores pelo menos iam se engajar, né? Eh, >> no domínio off the grid. Ô Lucas, é isso. The >> é [risadas] >> off the record the greed, né? >> [ __ ] porque eu sinto muita falta desse negócio, cara. Tipo assim, eu tava conversando sobre growth com um amigo meu, ele tava falando: "Cara, para de escrever as coisas em português e internacionaliza essa merda, cara. Não, mas o mercado brasileiro tá bom, cara. Que se você internacionalizar, você começa a usar G2 e que é terra e você consegue crescer só por isso, de bobeira assim. É é mais fácil. [ __ ] não é possível que a gente não tem um negócio desse aqui no Brasil, cara. Ali no Brasil, >> lá no Brasil, no caso, que só tá lá no Brasil. [risadas] >> É, mas eu acho que, cara, esse é um dos dilemas assim do mercado brasileiro, que é eu acho que de forma geral os empreendedores brasileiros são muito focados no mercado brasileiro pelo mercado ser tão grande, né? >> Sim. >> E só que acho que cada vez mais, acho que essa era uma tese muito forte de 10 anos atrás, né? Tipo, eu vou fazer XPTO para o Brasil. E a realidade é que poucas dessas empresas sobreviveram. E eu acho que tem alguns cases, né, tipo assim, problemas que são muito mundo real, que lidam muito com a burocracia do Brasil, o jeito que o Brasil funciona. Fintec obviamente é o outro >> Sim, >> sim. >> Que funciona muito bem no Brasil. Eh, sei lá, o Rap ou iFood fazia muito sentido porque o mundo real do Brasil é completamente diferente do Thor Dash. Mas eu acho quase que por definição não é muito mais difícil tentar fazer a jogada global e o payoff é 100 vezes maior e eu gostaria muito de ver mais impedidores brasileiros olhando para fora ao invés de tentar fazer uma jogada para fazer alguma coisinha aqui no Brasil para tentar ser adquirido pelo player internacional quando ele vier para cá. Eh, então tem tem muito espaço. >> [ __ ] gostei. Então dá aí. Eu pedi a dica de entrar na YC. Agora eu quero a dica de o growth hack, a bala de prata aqui de [ __ ] cara tem um um produto aqui no Brasil tá funcionando, como é que eu internacionalizo essa [ __ ] assim taticamente? Que que eu que que a pessoa precisa olhar? O que que ela precisa fazer para começar a a pensar em internacionalizar? Ela precisa falar com usuários de outros lugares. Eu acho que esse é o a vantagem de você fazer um produto pro Brasil como sendo brasileiro é que você entende o mercado. Eh, você não precisa me explicar como é que investimento funciona no Brasil para eu entender os fundos de renda fixa, o tesouro direto e como essas coisas acontecem. Mas se você for fazendo nos Estados Unidos, você vai precisar entender o que que é um for 1K, que que é um IA, que que é um HSA, como é que essas coisas se funcionam. Se eu vender, se tu vender estoque nos Estados Unidos, em diferentes momentos, os impostos mudam. Eu tive que correr atrás de tudo isso na época da da ordem. Eh, e para um americano certamente é mais fácil, mas se você tiver disposto a falar com o usuário, não tem. O cliente não tá nem aí de onde você é ou onde você mora. Ele quer que você resolva o problema dele. E se você conseguir resolver o problema dele, é oa, né? Esse é o growth hack. O gr hack maior vai gr hack você pode ter é resolver o problema que alguém tem. Eh, então eu acho que é o fale com fale com as pessoas, fale com os usuários, fale com os clientes. Aí tu se fodeu ainda. [risadas] >> É, cara, acho que é possível afirmar que eu me fodi mesmo. [risadas] >> Não, cara, boa. Faz sentido. Faz sentido para [ __ ] >> Para [ __ ] >> cara. Eu queria fazer uma pergunta aleatória sobre a trajetória toda, que é sobre cfounders. Como é que >> você achou C-founders aí ao longo da jornada? E >> enfim, fala, fala um pouco como é que você achou seus cfounders. Depois eu faço a próxima pergunta. [risadas] É uma bela pergunta porque eu tive quatro quatro cfounders. Todas as empresas que eu fiz com pessoas diferentes e o jeito que eu conheci elas foi totalmente diferente e todas elas deram certo no sentido de que a gente até hoje eu tenho uma relação ótima com todas as pessoas com quem com quem eu tive com quem eu passei esse perring. Eh, mas o meu primeiro sócio, o Roberto, ele é um dos meus melhores amigos até hoje. a gente se conheceu na faculdade e acabou que ele começou a trabalhar no que veio a se tornar o Glio antes de de eu entrar. E eu tava ajudando porque eu adorava a ideia, era uma era algo que me interessava muito. Na época eu fazia algo totalmente diferente, eu era tava me formando em direito e esse é o meu passado obscuro. E aí eu sabia que eu queria sair do direito, mas eu não sabia o que eu queria fazer. E eu lembro que eu saí para tomar uma cerveja com o Roberto e lá pra quarta cerveja ele falou: "Cara, você era meio inútil assim quando você era advogado, mas agora que você tá disposto a fazer outras coisas, pô, por que que você não vem trabalhar comigo aqui no grito?" Melhor cenário, você descobrir o que você quer fazer. Pior cenário, você volta para onde você tá hoje e vai descobrir o que você quer fazer daqui a 3s meses. Eu falei, eu já devia est alterado em algum nível. Foi cara, óbvio, pedirão >> excelente ideia, [risadas] >> cara. Foi exatamente isso. Eu pedi só no dia seguinte, segunda-feira, a gente começou a a trabalhar junto. Eh, e aí deu super certo. Enfim, descobri o que eu queria fazer e consegui. Enfim, a gente continuou amigo durante todo o processo do Glio. Seguimos amigos depois tava, passei um mês na casa dele ano passado. >> A gente ainda é muito, muito, muito próximo. O Mat foi diferente. Mat, eu não, eu não tinha uma relação com ele antes de de tudo. Eu acabei conhecendo a pessoa que é esposa dele hoje, a Alison. Ela é empreendedora também, eh, que passou pelo Y. E em um pequeno período entre o Glio e a Ordem, eu não sabia o que fazer com o meu tempo. Eu comecei a ajudar pessoas aleatoriamente. E ela é uma founder não técnica e na época ela tava com uma outra, uma cofounder que também não era técnica e eu ajudei elas a pensar em produto, tecnologia e tudo mais. E aí ela me apresentou pro M. M. Na época eu não queria empreender de novo, eu tava traumatizado com o glio, queria ganhar meu dinheiro, trabalhar 8 horas por dia e pensar em outra coisa. E aí ao longo do do processo todo, eu descobri que eu tava errado, que eu queria empreender de novo, que eu ainda tinha gás e aí a gente tinha estado muito bem. Fazia sentido a gente a gente dar esse esse salto juntos, mas já era uma foi uma relação que eu construí trabalhando com com o Mat. Hoje a gente é muito amigo, mas eu não era amigo dele antes da da ordem. E aí durante o processo de conhecimento da ordem eu contratei o Lucas que é o o CTO da Mesmog. Ele foi o nosso primeiro engineering manager. E na entrevista que eu fiz com ele, ele ficou falando do exsócio dele, que era o sócio dele na startup que ele fundou. E eu durante a qual eu mandei uma mensagem para uma pessoa que tava comigo na entrevista falando: "A gente contratar esse cara também". [risadas] Eh, e aí a gente contratou, >> a gente contratou ele alguns meses depois e ele realmente era uma muito muito bom, uma pessoa incrível. E aí os dois trabalharam comigo, o Lucas e o Sérgio trabalharam comigo durante anos na ORD, liderando todo o time de engenharia. Eu fui sendo puxado cada vez mais para produto, para design e eles lideraram a engenharia quase que que de forma autônoma durante muitos anos. Então, quando eu decidi que que eu queria fundar Mesmer e eu queria ir pro lado mais estratégico de negócios e tudo mais, eu precisava de alguém que ocupasse o meu ex-papel de de City, que fizesse melhor do que eu e os dois são são muito melhores do que eu nisso. Então, fez fez total sentido e como a gente trabalhou junto muito tempo, a gente acabou virando amigo nesse período. Então, foi uma foi uma mudança normal, mas acho que cada um foi bem diferente. São pessoas muito diferentes. Mas acho que fundamentalmente tem que ser alguém que você consiga trabalhar e que você admire assim, porque não dá para você passar 12 horas do lado de uma pessoa que você não aguenta. Eh, é impossível. Impossível. >> Só trabalhar remoto, pô. [risadas] >> É só é só para você não trabalhar com ela, né? Mas é que, cara, eu tô, é que as pessoas às vezes perguntam assim para mim: "Ah, por que que você empreende?" Cara, o maior privilégio de empreender é você escolher com quem você trabalha. >> Exato. >> É isso. >> E você abrir mão disso para trazer uma pessoa com quem você não quer trabalhar não faz menor sentido para mim. Se for para trabalhar com quem, gente, com quem eu não gosto, eu prefiro ganhar lá os 100 milhões da Open Ai e [risadas] ter uma vida tranquila. Se for para passar por esse processo duríssimo que é construir uma empresa do zero, que seja com alguém que você quer construir essas memórias. >> Cara, eu eu tive essa essa esse estalo quando eu vi um gráfico que mostrava quanto tempo você passa com as pessoas ao longo da sua vida, né? de, pô, quando você é jovem, pequeno assim, é com sua família, com sua, sua mãe, seus irmãos, tal, depois é muito com amigo e aí você chega ali 25, 30 e você passa a ter mais tempo com os coworkers do que com família e com amigos. >> Uhum. >> Mano, se você não gostar dos seus coworkers, você tá jogando a sua vida fora, cara. >> Com certeza. E cara, e sócio é casamento, cara. É, >> é casamento, é outro nível assim, sei lá, com o Roberto a gente morava junto >> literalmente das 16 horas que a pessoa acordada todos os dias, a gente vai passar umas 15 tendo que olhar pra cara dele e ele olhar para mim. [risadas] Eh, se você não quer fazer isso, cara, eu tenho uma péssima notícia >> para te dar assim, é, é dureza. É tipo casamento, é bem parecido com casamento. Na verdade, eu acho que boa parte dos conselhos que o pessoal dá para casamento, né, do tipo, você tem que ter uma boa comunicação, você tem que, enfim, criar alinhamento, expectativas pro futuro, você tem que estabelecer o que que é de breaker para cada um, para você conseguir navegar essas questões. Você aplica um tipo copy paste conttrl C, conttrol V no no relacionamento de confundas. >> Ah, e digo mais, às vezes é mais fácil terminar casamento do que sociedade, tá? [risadas] bobe na a maioria das vezes na real. >> É verdade, cara. A maioria maioria das empresas real porque os sócios se separam e as pessoas ficam obsecadas com o competidor. Cara, >> é muito mais as startups morrem por suicídio, não por homicídio. >> Mas é o Todo mundo acha que é diferente, né? Ah, não, eu sou diferente. A gente nunca vai se separar. A gente nunca vai brigar. >> Você vai brigar, você vai brigar. É dureza, não é fácil. Eu li um tweet e esse é forte que fala que aí eu acho que também funciona para é para relacionamento, mas acho que funciona também paraa sociedade. Mas a diferença de um relacionamento ruim para um relacionamento bom é que num relacionamento ruim as feridas saram 99% e num relacionamento bom elas saram 101%. Ah, eu concordo, cara. E é teve um, teve uma toque agora que a gente fez o IC, teve um founder que foi lá como, como palestrante, né, enfim, compartilhar a experiência dele e perguntaram para ele qual que foi a diferença entre prep market fit e post product market fit. E ele falou: "Ah, antes do product market fit eu tomava nome 90% das calls. No product market fit eu tomava nome em 85% das calls." [risadas] É isso, é isso, é isso. É difícil. E quando você foi empreender de novo, você pensou em trazer seus cfounders antigos a bordo de novo? Como é que foi essa decisão de beleza novo set de cfounders? >> Eu pensei, pensei com certeza. É, no caso do Mat não tinha como porque ele tava tocando a, então, enfim, ele tá lá até hoje. Eh, no caso sim, a gente conversou sobre isso inclusive, mas ele acabou começando um negócio nesse processo todo que foi hoje ele é ele é um dos founders da Alliance, que é uma acelerador de empresas focadas em crirypto. >> E então, enfim, ele também tava indisponível e aí fez sentido o começar do zero. Mas eu também tava assim, eu eu queria também ter essa experiência de de experimentar com outras pessoas assim. Acho que você acaba aprendendo tanto com as pessoas com quem você começa uma empresa que é quase que você escolher pessoas com quem você quer se parecer mais ou crescer junto. E tem sido até agora muito muito massa. >> [ __ ] Ô ô, Lucas, quando o assunto é cfounder, eu penso no João com aqueles caras que que jogavam que tem um um fichário cheio de carta, sabe qual é? Aquele assim [risadas] de cfounder, abre assim, ó. Cofounder. Qual cfounder quer cfounder brilhante? ficou falando de assim assado. Pô, >> dessa vez vou fazer um deck azul, tá ligado? [risadas] É, >> cara, mas é muito engraçado porque as pessoas vem me pedir assim, cara, se não tem alguém para me indicar? Eu falou: "Cara, tenho até, mas assim, você precisa fazer a tua rede, né? Com quem quem que você quer trabalhar?", tipo, não é do tipo, ah, eu vou te dar aqui esse aqui, esse prato do restaurante é é maravilhoso, cara. Quem que, quais foram as pessoas com quem você trabalhou no passado ou teve uma relação no passado que você quer trabalhar junto? Essa pessoa deveria ser o ter cofado e tem várias empresas que são lá e são esposos, maridos e e tudo mais. E tá tudo certo. Eu acho que você tem que é uma escolha muito pessoal e eu não, essa coisa de cfounder matching, né, de tipo, ah, eu vou apresentar alguém para você do porque esse cara é muito bom tecnicamente. Pô, dane-se, Dane-se, Dane-se. Ele pode ser muito bom tecnicamente, mas e o resto? Vocês vão ter a química que vocês precisam para construir um negócio gigante? Talvez não. >> Perfeito. Cara, eu tenho uma pergunta aqui. Eu vi num num post do LinkedIn esses dias que, cara, eu fiquei pensando para caceta que você falou esses dias sobre como empreender e dar atenção à família, né? >> É basicamente não faça mais nenhuma outra coisa, não dá tempo. Me fala um pouco como é que é isso na sua vida hoje em dia, eh, trabalhando e tendo família. >> Novo, eu sou casado. É. Não tenho filhos. O, mas eu vejo, para mim são as duas coisas, são as duas escolhas mais importantes que eu fiz e eu preciso respeitar essas escolhas. Eh, e eu acho que você querer ter uma uma casa feliz e não investir nisso é uma ilusão. Assim como você querer ser um treinador de sucesso que trabalha Nes of five é uma ilusão. Então, eu tento, como a gente estava falando antes, eu tento ser honesto comigo mesmo. A minha casa é muito muito importante para mim. Eu valorizo muito isso. Valorizo muito a minha esposa. Ela incrível. Certamente não teria aguentado passar por todo a montanha russa que eu passei nesses anos todos se ela não tivesse comigo lá desde cozin. Eh, e é muito, muito difícil ser casado com empreendedor, né? É uma, eu não sei se vocês têm plus ones, mas não é uma coisa agradável. E e acho que o mínimo que você faz para respeitar isso eh é se dedicar. Eh, esse post do Nicked veio de uma conversa que eu tive com um founder de uma empresa que vai salar 20 B hoje. E e a gente acabou entrando nesse assunto e ele falou: "Cara, hoje a minha vida é, ele tem filhos, então ele fala, faço, eu acordo, levo criança no colégio, trabalho 12 horas, volto, porto para dormir, trabalho não sei quantas horas, no final de semana tenho uma tarde que eu separo, a gente vai no cinema e o resto do tempo eu tô trabalhando, tô com a empresa e isso quer dizer que eu não vou ter uma vida social ativa, isso quer dizer que eu não tenho hobbies, eu não jogo golfe, eu não vou pra praia, eu não vou no Maracanã, não faço Nada disso, mas é a vida que eu escolhi ter e são escolhas grandes e você precisa reconhecer o o peso dessas escolhas e até enfim, eu acho que você tem que decir como você quer viver a vida e eu acho que uma das vantagens que você pode ter é escolher como você quer viver a vida e abraçar aquilo. E eu certamente escolhi o jeito que eu quero viver a vida e tô muito feliz em abraçar isso. >> [ __ ] a gente achou que ia falar com o empreendedor, mas é um filósofo camuflado, cara. O maluco traz vários ensinamentos. [ __ ] que pariu, maluco. Quem dera? Quem dera >> o Won Bombs >> aí rapidinho. Porque por falar em filósofo, eu tinha anotado um negócio. >> Ah, moleque, eu ia falar essa. Eu ia puxar essa. Faz aí. Faz. >> É, [ __ ] quase passou aqui. Tava aguardando. Tava aguardando, >> pô. Quer fazer? Faz aí. Faz aí. >> Nosso filósofo favorito. Não, faz aí, >> [ __ ] Você, para quem quem tá ouvindo aqui e conhece Naval Ravicante, João foi investido pelo homem. >> Cara, como é que foi? Como é que foi chegar até ele? Como é que foi ser investido e tal? Como é que o o homem é no dia a dia? >> Isso é muito legal. Isso é muito legal porque ele ele não era essa pessoa, né? No sentido de que [risadas] ninguém sabia quem ele era há 12 anos atrás. Assim, >> ele não era o Yoda ainda. >> Ele não era, ele ainda não tinha lançado o livro, ela não tinha ido no no Team Feries, né? que acho que foi quando ele ele ficou famoso, mas ele já era meio que um guruzinho assim, mas bem menos famoso do que ele é hoje. Eu não sei, honestamente eu não lembro como a gente chegou nele. O que eu lembro foi do Roberto na época falando, cara, a gente tem que encontrar com investidor. Na época era 2013, tudo rolava presencial. A gente foi para um café, se eu não me engano, em Palo Alto e a gente chegou, sentou, né, esperou o cara, ele não tinha chegado ainda. E aí quando ele chegou, ele olhou pra gente e falou: "Não, não, não, vamos fazer um walking meeting". [risadas] E a gente ficou dando volta no quarteirão com o naval durante, sei lá, 40 minutos. Ele fez um monte de perguntas no final e falou: "Ó, eu quero investir". E aí [risadas] ele investiu no C e eu assim, eu sempre achei depois ele foi ficando cada vez mais famoso ao longo do dos anos seguintes. Eu sempre achei que ele fosse ficar inacessível. E ele foi durante todo o período do Bri, ele sempre foi uma pessoa muito acessível. A gente ia para São Francisco e ele recebia a gente ajudava e tal. >> Que irado. >> Mas é cara, acho que as pessoas botam muito peso em investidor de forma geral. E e eu acho que no fim das contas a empresa atua. Quem se importa é você. Se a empresa der errado, os investidores, a maioria deles, entende que é um jogo de em que 80% vai dar zero. >> Sim. >> E eles não se importam muito. >> Eh, então é, foi muito legal, foi muito massa. Eu aprendi para caramba com ele, aprendo com ele até hoje, enfim, indiretamente, porque eu não tenho uma relação pessoal com ele hoje. Acho ele brilhante, por mais que eu discorde dele em várias coisas. Eh, e mas acho que no fim das contas a empresa é toda, né? a empresa tua e você é responsável por ela. >> Mas quando você foi fazer a Mesmer, você pensou ou ou a própria Origin, você pensou em contactá-lo e e puxar? Não, >> não, mas por uma questão, eu não acho que contactar investidores de forma geral é um é um movimento certo a ser feito, né? Eh, é muito estranho, né? Fundraing é uma situação muito estranha que você passa com pessoa assim, é um [risadas] é um microcosmos. >> Sim, é todo não tem nada a ver. >> É exato. Exato. Tem muito mais a ver com uma dança do que com vendas ou com negócio. E e acho que até a gente tá falando sobre isso antes, né? Mas parece trabalho, mas não é trabalho, né? Você precisa levantar dinheiro para voltar a trabalhar. E tem muitas empresas que morrem porque elas descobrem que elas são muito boas em levantar dinheiro, mas isso não tem menor correlação, né? Sim. muito ter sucesso. Inclusive, quando a gente começou a Harding, tinha um competidor que tinha levantado, sei lá, 30 milhões de dólares da A16 Z. Eu acho que eles nem existem hoje mais. Eh, então é muito, não tem muita correlação, né? Então eu sempre ten carei como empreendedor, assim, fundraising é o que você faz para você poder voltar a trabalhar e, infelizmente funciona de um jeito muito ineficiente, que é você precisa esperar as pessoas se interessarem por você e quase que fingir que você não quer aquilo e tudo mais, né? você você pede conselho para ganhar dinheiro. Eh, então, enfim, honestamente, a gente não entrou em contato com ninguém, exceto assim pessoas muito próximas que eu queria que que fizessem parte da jornada da da Mesmer, mas fora isso, os investidores que entraram em contato são os investidores que vai falar porque já estão interessados, né? Quase que é um filtro. >> Mas aí vira meio que um cold start problem, né? Porque você não quer dar o primeiro passo, porque senão você tá perdendo leverage. Mas e aí, como é que você faz as pessoas darem esse primeiro passo? >> Você vai pro IC, né? [risadas] Não, mas falando sério, acho que você tem que de alguma forma você tem que fazer o que as pessoas querem, né? eh, com ou sem, acho que, enfim, tem um monte de empresa por aí que deu muito muito certo e nunca precisou de uma aceleradora ou de jogo parecido, mas elas ajudam com certeza e não necessariamente te fazendo uma empresa melhor, mas elas colocam em evidência e atraem essa atenção por você em escala, né? Eh, mas acho que a alternativa é, ou você tem uma rede pessoal que você pode se apoiar e você pode pedir as as hot intros, né, as warm intros, como o pessoal fala no vale ali para pessoas que têm essa conexão fazerem uma te apresentarem com esse com essa bagagem positiva. >> Uhum. ou você explode e aí todo mundo vai querer falar com você de qualquer jeito. Assim, se você é o o cara do lavable, você pode estar num meio de uma cidade pequena na Europa. Se a tua receita foi de zero a 100 milhões em três meses, eu te garanto que todos os fundos querem investir em você. Você não precisa nem nem entrar na reunião. Nem entrar na reunião. E se você tá você é a pessoa mais conectada do mundo e tudo mais, tá fazendo algo que ninguém se interessa, ninguém se importa. Ninguém se importa. dicas práticas. Então é, faça algo realmente relevante que as pessoas gostam e aí as pessoas vão querer falar com você ou arranje warmos para você conseguir acesso a investidora de qualificado. Faz sentido. >> É, mas o primeiro é um hack de vida, né? Tipo, se você faz coisas interessantes, você atrai pessoas interessantes. E >> e eu acho que se aplica fundraising, mas se aplica você contratar pessoas incríveis também para trabalhar com você, que vai ser uma parte, quanto mais a empresa cresce, isso vai ser uma parte cada vez maior do teu dia a dia. Você atrair cfounders, eh, para você atrair clientes, as pessoas elas vêm atrás de coisas interessantes. E se você estiver envolvido com coisas interessantes, naturalmente essa essa engenharia acabar. Agora, Fundracing é um outro jogo, um outro departamento que aí tem você tem que aprender a a dançar, né? Como o Lucas falou. >> É, eu acho que o salvo engano o Naval tem essa esse tweet aí ou essa frase, ele fala tipo networking, as pessoas entendem networking totalmente errado. Na verdade, é só fazer um trabalho [ __ ] que você vai trair naturalmente seu network, entendeu? >> É, é, é verdade. Mas eu acho que, bom, pelo menos para mim, assim, network não é algo que vem naturalmente para mim. Eh, então eu preciso me esforçar para fazer e eu me esforço para fazer. Mas [risadas] mas eu acho também que que o o lado de acho que tem muito empreendedor que confunde as coisas e fala: "Beleza, eu preciso ir para eventos, eu preciso ir lá e e virar palestrinha e tudo mais." E eu acho que isso agrega muito pouco valor, muito, muito pouco valor. >> Eh, e acho que é diferente assim, quando você tá falando com uma audiência que entende o que você tá falando ou você tá falando com clientes, isso vale muito a pena, mas você querer fazer parte da cena >> Sim, >> tem muito pouco valor. Tem muito pouco valor. Você fazer alguma pergunta do >> Não, só ia fazer um comentário que é engraçado. Ô João, a o empreendedor que a gente entrevistou logo antes de você, Pago Vieira, ele é o completo oposto. O cara é vendedor por natureza, o cara fala, ele tipo assim, o network para ele é é é é o natural. E eu tava até falando com o Lucas, que é a primeira vez eu eu participei da aceleração da Ace e ele também. E eu olhava para aquele cara e tipo assim, cara, não é possível que uma pessoa é assim, sabe? tipo, tá falando com todo mundo, aí passa para outro grupo, aí tá, [ __ ] chega aí, fala aí, pô, não conhece ninguém e já eu ficava olhando, cara, não é possível que tem pessoas assim no mundo, porque eu também tenho uma certa dificuldade, tipo assim, depois que eu conheço a pessoa, eu consigo aprofundar tranquilo assim, mas, pô, para até conhecer é um negócio que, [ __ ] tem que me forçar, acho maior merda, [ __ ] o Thaago vai lá, >> [ __ ] Maior doideira, >> mas isso é muito, mas isso vem naturalmente para ele, né? É, é naturalmente, naturalmente. >> Aí, aí, pô, aproveita tuas forças, né? Você é muito bom nisso, abraça, né? O E acho que a gente tá falando do BR Chess antes, mas ele tem, não sei se foi um tweet ou alguma coisa que ele escreveu em que ele falava que ele tem três, que ele tinha três papéis, né, como CEO do do Airbnimb. Um era olhar os problemas que ninguém tava olhando. Eu esqueci qual o segundo, mas o terceiro ele era basicamente, cara, eu vou fazer as coisas que eu sou unicamente posicionado para fazer. E no caso dele, ele é um designer, né, um excelente designer e tudo mais. E o RBNB é famoso pelo design deles e ele gasta muito tempo em design. E eu acho que, enfim, se uma pessoa é muito boa em networking, isso pode agregar muito valor pra empresa. Mas eu acho que se você não é bom em networking, você quer gastar 50% do seu tempo, >> é >> criando conexão no LinkedIn, é, vai, pode ajudar com alguma coisa, pode, né? Tem outlier para tudo, mas eu acho que você falar com o cliente, construir um produto provavelmente é um melhor uso do seu tempo. >> Perfeito. >> Vamos para o terceiro e último quadro que é tãã o nosso batebola jogo rápido, >> que eu acho que é é manjado suficiente, não precisa de multiplicação. A única, o único disclaimer é nosso bateball jogo rápido é um pouco diferente, porque às vezes a gente pede o follow-up da pergunta. Então, >> tá bom, tá bom. >> É freestyle. [risadas] >> Bora. >> Qual é a startup que você mais admira? >> Ah, stripe. >> Stripe. Boa. Foi a maior gambiarra que você já fez. >> Pode contar história engraçada ou só bola jogo rápido? >> Não, pode contar a história engraçada, [risadas] por favor. Na época do Glio, a gente tinha uma reunião com o investidor em meia hora e eu resolvi que eu ia reprocessar todas as fotos do site para um formato diferente, >> clássico como engenheiro. Rodei na minha máquina, funcionou, né? Falei: "Agora é só subir a produção". E não, não funcionou. Derrubou todas as imagens do site em 30 segundos. E aí eu tive que fazer na unha, atualizar a a URL de todas as fotos que a gente tinha no banco de dados inteiro. >> Eu acho que era coisa de algumas, era começo ainda, mas já tinha alguns milhares de fotos e eu tive que fazer. Não sei se conta como gambiarra, mas foi uma estupidez bem grande. Acho que pode entrar no >> Tá. Foi ruim suficiente para >> Foi ruim suficiente. [risadas] >> Fala uma coisa que você ama e ninguém imagina. E ninguém imagina. Cara, eu amo história. Eu amo história e eu acho que ajuda muito. Eh, hoje em dia eu quase não leio assim livros de negócio, essas coisas. Eh, eu tento ler bem mais biografias ou livros de história. Eu acho que ajuda muito mais a entender como pessoas navegaram situações ambíguas e difíceis do que ficar lendo o livro de, sei lá, como fazer vendas em startups. >> Sim. Qual o último que você tá lendo aí? história. >> Cara, eu tô lendo um livro sobre a reconstrução da Europa no pós Segunda Guerra. Eh, é um livro bem grande, então eu vou demorar um tempinho para ler. Mas eu tô lendo isso. Eu leio muito, cara. É o, eu foi um conselho, inclusive, que eu recebi, que eu peguei do naval, não que ele me deu pessoalmente, mas eu sempre gostei de ler e e eu mantive isso. Adoro os custos para porque eu acho que é fundamental. Fundamental. [ __ ] Ô, ô, João, eu tava falando com o Lucas sobre isso essa semana, que eu tava ouvindo um podcast do naval no Shane Parish e, cara, eu falei com o Lucas, cara, esse naval é é um doente mental, cara, porque ele fala o seguinte: "Não, a galera fala que eu leio muito, mas eu não leio não. É que eu troco muito de livro, [ __ ] Eu eu pego a parte boa que eu gosto do livro e pulo pro outro. Aí se você for ver em livros, eu leio muito, mas se for olhar em tempo mesmo, é pouca coisa, cara. É coisa de 2 horas por dia. Eu tipo, que isso, cara? Ninguém lê duas horas por dia. Isso é coisa para [ __ ] [ __ ] >> Se você ler meio, é, se você ler meia hora por dia, você provavelmente já tá no top um percentil que mais lê no mundo. >> Pois é, >> mas acho que mas ele tem um conselho muito bom que é que você mencionou do que é não se pegar muito, né? E eu acho que tem muita gente que quer começar a ler e ao invés de você pegar um livro que você esteja interessado e você se sentir livre para abandonar ele, se ele deixar de ser interessante, fica aquela coisa de que eu preciso terminar esse para começar o próximo. Isso aí é um cemitério de >> de bons hábitos, né? >> É, >> cara, total. Isso aí é um negócio que eu, [ __ ] demorei muitos e muitos anos na minha vida para internalizar e ainda assim eu fico meio relutante, tá? De de abrir mão de um livro, mas é de seguir a curiosidade, né, cara? >> Sim, sim. Conta pra gente aí o maior erro que virou aprendizado. >> Maior erro que virou aprendizado, >> cara, eu acho que principalmente no glio, o a gente puxou a cordinha muito pro pro lado do sacrifício pessoal pela empresa e isso virou um aprendizado muito grande. Assim, acho que a lista de erros que a gente cometeu nesse sentido tá é uma lista, é uma lista, é uma lista. Mas desde morar no escritório, quando a gente estava na época do Gênesis, eu eu jantava o o último salgado do China Papito que ele dava. [risadas] >> Eh, e aí enfim, a gente não tinha dinheiro para nada. Eu fui eu era a pessoa mais mal paga do Glio até o últimos 12 meses, sei lá, que eu tava lá. Eh, então a gente cometeu muitos, muitos erros que geraram. Eu acho que o Glit teria sido muito maior se a gente tivesse entendido que o nosso tempo e a nossa energia eram os principais recursos da empresa durante muito, muito tempo. Eh, e isso virou um aprendizado muito grande para mim. Eu sou muito mais preocupado em garantir que a gente tá trabalhando na coisa certa, com as pessoas certas, do que em virar a noite, porque sim, porque eu quero mostrar que eu sou capaz de de botar a faca mais na caveira do que o cara do lado. A maioria das pessoas queima e sai do mundo startups. Eu acho que a galera que fica são as pessoas que conseguem encontrar um jeito de fazer isso funcionar logo pr >> boa, cara. negociar o último salgado do China para jantar. Isso acho que [risadas] atualizou as definições de insalubridade. Aí eu não sei o quão próximo vocês eram do China, mas na minha época se falasse salgado para ele, ele ficava putaralhado e falava: "Não é salgado, é um papito". Ele ainda fica com certeza. Bre, >> acho que isso aí não vai mudar. [risadas] >> Muito bom. E por último, qual o conselho que você daria para si mesmo no passado? >> Qual conselho daria para mim mesmo no passado? É, acho que a resposta mais chata seria eu repetir o que eu falei antes, assim, eh, eu certamente teria valorizado a minha sanidade e a minha capacidade de de entregar mais do que do que eu valorizei. Eh, acho que esse é esse seria um e eu acho que o que o outro é eu demorei muito tempo para valorizar o a parte de falar com o usuário, como eu valorizo hoje. E a gente tava falando durante todo o nosso papo, né, de pessoas que gostam de fazer networking, que vão para fora da empresa e tudo mais. E eu fiz o movimento oposto durante boa parte da minha carreira em que eu preferia mil vezes ficar construindo um produto do que me expor a realidade. E eu teria me jogado mais no sentido de mostrar o que a gente tava fazendo, falar com as pessoas, bater a cara na parede, descobrir que você tá errado, eh, do que eu fiz. E e eu acho que as coisas teriam ido muito mais rápido se eu tivesse saído mais da minha zona de conforto nesse sentido e não aceitado o as minhas tendências naturais de ficar obsecado com produto, obsecado com tecnologia. Boa. Esse foi o nosso batebola jogo rápido. E com isso vamos chegando ao fim. Edu dá um recadinho pra gente, Edu. Cara, quem tá assistindo isso e ainda não deu o like, não se inscreveu no canal, não divulgou o link para um amigo, tá completamente maluco, né? Então, [ __ ] pelo amor de Deus, faça isso imediatamente. >> Boa, >> boa. E por fim, pô, João, obrigadaço pelo tempo, por compartilhar suas pérolas de sabedoria conosco. Foi do [ __ ] Espero que tenha sido legal para você também. Diz aí pra galera onde a galera te encontra também, se quiser seguir acompanhando você, Mesmer e tudo mais. >> Claro, claro. Eh, só entrar no meu site joendp.com. Eh, lá tem o link da Mesmer, do meu linkedin, do meu Twitter, enfim, vai acompanhar o nosso trabalho por lá. >> Aí eu tenho um um último comentário para fazer aqui agora. [risadas] Ousadíssimo, sem querer zicar, pelo amor de Deus, né? selo anti zica aqui. Mas, ô João, se o Flamengo passar do Rassing e chegar na final da Libertadores, a gente se vê em Lima ou não? >> Cara, não. Eu vou est indo para São Francisco no dia 28 de de novembro. >> Ah, cara, essas coisas menos, [risadas] cara. Libertadores, [ __ ] >> Justo, justo. Beleza. >> Mas eu estava em Lima em 2019, mas dessa vez vai vou me sentir representado por você. >> [risadas] >> Mas isso obviamente primeiro temos que chegar lá e [ __ ] longe de estar querendo zicar, máximo respeito ao adversário. Vamos com tudo. >> Vamos com tudo. >> É isso, senhoras e senhores. Para zicar menos. Então, chegamos ao fim. Muito obrigado. Até a próxima. [risadas] Fui. >> Valeu.